quinta-feira, 23 de junho de 2011

Prêmio Bíbi Vogel 2011

O Prêmio Bíbi Vogel destina-se a reconhecer as ações desenvolvidas de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. É também uma forma de reconhecer a importância da amamentação para a prevenção e redução da morbimortalidade infantil, e para a saúde da criança. O prêmio foi instituído pela portaria nº 1907/GM de 13 de setembro de 2004 e leva esse nome em homenagem a Sylvia Dulce Kleiner, conhecida como Bíbi Vogel, por sua dedicação, militância e destaque frente às ações de amamentação, entre elas a criação do grupo Mães Amigas do Peito, em 1980.
A primeira edição do prêmio ocorreu em 2005, ano em que se destacaram os municípios de Araguaína (TO), Itabuna (BA), Piraí (RJ), Maringá (PR) e Brasília (DF). Todos receberam do Ministério da Saúde uma placa comemorativa com o título. Já na segunda edição, realizada em 2009, a Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, da Secretaria de Atenção à Saúde, premiou os municípios de Arapiraca (AL), Belém (PA), Manaus (AM) e Vitória (ES). Receberam menção honrosa os municípios de Uberlândia (MG) e Londrina (PR).
Este ano, o Ministério da Saúde abriu a 3ª edição do Prêmio Bíbi Vogel. Os municípios vencedores receberão as placas em novembro, durante o I Encontro nacional de Tutores da Rede Amamenta Brasil, em Brasília.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mortalidade Perinatal

Síntese de Evidências para Políticas de Saúde

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As desigualdades sociais entre regiões e populações no Brasil se reproduzem nas taxas de mortalidade infantil, constituindo um relevante problema de saúde a ser enfrentado por toda a sociedade.
Apesar do declínio da mortalidade infantil na última década, as taxas encontradas nas regiões Norte e Nordeste são consideradas elevadas e incompatíveis com o desenvolvimento do país, ressaltando as persistentes desigualdades regionais e entre grupos sociais e econômicos, com concentração dos óbitos na população mais pobre. Diferente de outros países que alcançaram a redução simultânea da mortalidade pós-neonatal e neonatal, como Cuba, Chile e Costa Rica, o Brasil não conseguiu mudanças significativas do componente neonatal nas últimas décadas (Lansky et al, 2009). Tendo em vista que essas mortes são consideradas evitáveis na sua maioria, intervenções para sua redução podem estar ligadas a mudanças estruturais nas condições de vida da população, mas também a ações diretas definidas pelas políticas públicas de saúde.
Como ampliar o impacto das ações de APS sobre a mortalidade infantil perinatal e quais opções, com base em revisões sistemáticas, a gestão local da saúde pode usar para obter maior efetividade na redução desse componente do óbito infantil?

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